
ENTREVISTAS
Entrevista ao Treinador Rui Baptista (em Agosto de 2008)
CHC – Que balanço se pode fazer da
época passada?
RB – Foi uma época excelente em que os objectivos iniciais não seriam a subida de divisão, mas que felizmente, com muito trabalho dos jogadores e equipa técnica conseguimos dia-a-dia a proeza que ninguém esperava.
CHC – Quais são as perspectivas para a época 2008/2009? Que plantel vamos ter? Há reforços?
RB – Com o plantel que transitou na integra da época passada e com alguns (poucos mas bons) reforços, vamos tentar novamente com muito empenho a manutenção da nossa equipa na 1ª Divisão. Temos a consciência de que será uma tarefa dificílima … mas desde já garanto que vamos vender muito caro as nossas derrotas. Desiludam-se todos aqueles que pensam e julgam que seremos favas contadas.
CHC – Como Treinador da equipa sénior, qual a sua ideia sobre a formação no CHC?
RB – Conforme se pode verificar nos resultados das nossas equipas nos últimos anos, posso dizer que não está mal, mas podemos equacionar alternativas com objectivos futuros no aproveitamento dos atletas criados, estancando assim a demanda anual de jogadores para outros clubes, conforme se tem verificado nos últimos anos.
CHC – E agora uma ultima pergunta. Qual o futuro?
RB – Estou bem e sinto-me apoiado pela Direcção do Clube e massa associativa, e claro com a vantagem de estar naquele clube que considero ser o meu clube. Agora é evidente que se aparecerem outros projectos poderei abraça-los, mas o Clube Hóquei dos Carvalhos está e estará sempre em primeiro lugar.
Entrevista ao Treinador José Freire (em Setembro de 2008)
CHC - Que
balanço faz da suas actividades desportivas do ano passado?
JF - Foi a 1ª
experiencia como Treinador Principal. Treinei a equipa de
escolares do C.H.C. e nosso objectivo foi totalmente atingido,
visto que formamos uma equipa coesa e na 2ª fase da prova
ficamos em 2º lugar, porque a equipa que ficou em 1º lugar tinha
os jogadores 2º ano. Considero portanto que foi um ano bastante
positivo para todos nós.
CHC - Como Treinador da equipa sénior feminino, como se sente neste novo desafio?
JF – Quando o Sr. Vice-presidente, Manuel Sousa, me convidou para ser Treinador da equipa feminina fiquei surpreendido, e ao mesmo tempo contente por ter sido convidado. Apesar da minha experiencia ao nível dos escalões superiores ser nula, aceitei este desafio pela novidade que é lidar e treinar atletas do sexo feminino. Espero estar á altura e conseguir conciliar os treinos das escolinhas, escolares e equipa sénior feminino.
CHC - Quais são as perspectivas para a época 2008/2009? Que plantel vamos ter? Há reforços?
JF - As perspectivas para a época que agora começa são as melhores possíveis. Em 1º lugar manter os níveis da equipa, e se não se melhorar, pelo menos conseguir os resultados do ano passado. Já reuni informações do plantel e sei o suficiente para afirmar que iremos ter uma equipa competitiva e ganhadora para lutar pelos lugares cimeiros, assim como lutar pela vitória na taça de Portugal. Sei que a estrutura base da equipa se mantém, o que é excelente. Relativamente a reforços regista-se a entrada para o plantel 2 novos elementos, bem como a saída de 2 elementos. Contudo o Clube continua a apostar nos novos valores que surgem na equipa de feminino Sub-16 e se necessário serão lançadas no escalão sénior.
CHC - E agora uma última pergunta, que projectos têm em vista para o futuro?
JF – O futuro passa para já em continuar no C.H.C. , o meu clube de sempre, a desempenhar as funções de Treinador o melhor que sei, abraçar este novo projecto da equipa feminina e conseguir os melhores resultados ao nosso alcance e o resto … o futuro o dirá.
Entrevista ao Treinador Helder Antunes (em Setembro de 2008)
CHC
- Que balanço faz da suas actividades desportivas do ano
passado?
H.A. - Quando se está num campeonato nacional e terminamos o mesmo num lugar que nos permite dizer que fomos a 4ª melhor equipa nacional, quando se promove duas jogadoras da equipa de sub-16 feminino às seniores, quando uma atleta nossa é chamada mais que uma vez para integrar os centros de treinos da selecção nacional, quando a equipa faz melhor que na época anterior e quando todas as jogadoras evoluem mentalmente, tecnicamente e tacticamente, eu como treinador só posso fazer um balanço bastante positivo. Tivemos alguns períodos menos bons ao longo da época é certo, mas felizmente a equipa (neste caso sénior feminina), foi capaz de ultrapassar todos esses períodos e no final ganhou a equipa, ganhou o clube e ganharam as atletas. Para mim foi um enorme prazer e orgulho ter sido o “comandante desse barco” nas últimas duas épocas.
CHC - Como Treinador das equipas dos Juniores e Juvenis, como se sente neste novo duplo desafio?
H.A. - Se o desafio é duplo, também a minha motivação e a minha vontade de trabalhar com estes escalões é em duplicado. É um ciclo novo no meu percurso no clube, mas não é um ciclo novo na minha carreira de treinador, porque já fiz um trabalho idêntico num outro clube. Sinto-me com vontade de ajudar, de ensinar, de aprender e de mostrar a estes jovens o significado de vestir a camisola do C.H. Carvalhos. Espero que este sentimento também seja recíproco, para que de uma forma indirecta os 120 quilómetros que faço por treino me façam parecer que o pavilhão fica logo ali ao lado de minha casa.
CHC - Quais são as perspectivas para a época 2008/2009? Que planteis iremos ter? Há reforços ou lacunas de atletas?
H.A. - Ao falar em perspectivas, para mim estamos a falar de objectivos e de metas. Os objectivos, quer para os Juvenis, quer para os Juniores, serão sempre fazer melhor no treino de amanhã do que no treino de hoje, fazer melhor no próximo jogo do que no anterior, encarar jogo a jogo sempre com o pensamento na vitória, sem esquecer que as vitórias começam a ser desenhadas nos treinos. Como disse Platão “a maior vitória é nós superarmo-nos a nós mesmos”. São escalões de formação e não podemos vacilar com o futuro destes atletas, porque estão nas últimas etapas de formação. É óbvio que se podermos ganhar todos os jogos e sermos campeões, vamos fazê-lo, mas também é óbvio que temos os pés bem assentes no chão e cientes da realidade. A grande perspectiva, se assim lhe podemos chamar é estes atletas atingirem a meta e a nossa grande meta é nada mais nada menos que num futuro próximo possam ser solução válida para o plantel sénior. É nesse sentido que estamos e vamos trabalhar. Eu quero ganhar tudo, mas se me derem a escolher, sem dúvidas que prefiro que estes jovens futuramente integrem o plantel sénior e façam um trabalho de evolução positivo, do que ganharmos o Distrital ou o Torneio de Encerramento e estes jovens não evoluam e daqui a uns anos não tenham aptidões para integrarem o plantel sénior. Pode ser um trabalho que não traga resultados no imediato, mas poderá trazer a médio prazo e eu assumo esse risco.
Quanto a planteis iremos ter para já uma equipa de Juvenis com 8/9 atletas e uma equipa de Juniores com 12 atletas e a certeza que ambas as equipas irão trabalhar afincadamente para tentar honrar a camisola que vestem.
Quanto a reforços, ambas as equipas estão e serão ainda reforçadas com um senhor chamado trabalho, outro chamado humildade e um outro chamado espírito de sacrifício e com estes reforços de peso espero que ambas as equipas possam disfarçar algumas lacunas existentes.
CHC - E agora uma última pergunta, que projectos tem em vista para o futuro?
H.A. - Para já só estou preocupado com os juvenis e os juniores e espero que a minha situação profissional não me impeça de levar este trabalho até ao fim. Espero levar o C.H. Carvalhos o mais longe possível enquanto aqui estiver e continuar a merecer a confiança das pessoas que fazem parte do clube. Gostaria um dia de chegar a treinador de uma equipa sénior masculina, apesar de saber que ainda “tenho algum arroz para trincar” antes de lá chegar, como também não descarto a possibilidade de voltar um dia ao feminino. O futuro a Deus pertence.
Entrevista ao Treinador Alberto Lima (em Setembro de 2008)
CHC
- Que balanço faz da suas actividades desportivas do ano
passado?
AL
- Em virtude de uma opção que tomei na época passada, não estive
no activo, não por falta de trabalho, mas por opção.
Estive acompanhar a época desportiva no
Feira, vi jogos e treinos, analisei situações e acompanhei a
época desportiva em todos os escalões.
CHC - Como Treinador da equipa de Infantis, e face ao desempenho no ano passado (classificou-se e disputou a Final Four), como se sente perante este legado?
AL - Em relação à equipa de Infantis do ano passado que esteve na Final Four, era a equipa que há dois anos esteve a trabalhar comigo, onde aconteceu o mesmo que está acontecer este ano, ou seja, a equipa tem 5 / 6 jogadores de Infantis e tem que recorrer á equipa dos Escolares. Só com muito trabalho é que se resolve o problema. Perante este legado só me resta desenvolver o trabalho, tendo em vista o desenvolvimento da equipa e preparar a próxima equipa, para que aconteça o que aconteceu o ano passado.
CHC - Quais são as perspectivas para a época 2008/2009? Que plantel iremos ter?
AL - As perspectivas são de muito trabalho. O plantel dos Infantis está muito desequilibrado, temos cinco infantis e o restante teremos de recorrer aos escolares. Mesmo assim dos infantis são miúdos que o ano passado pouco jogaram e assim o trabalho que temos que desenvolver é muito.
CHC - E agora uma última pergunta, que projectos têm em vista para o futuro?
Entrevista com o Treinador António Gomes (Janeiro 2009)
O
aceitar este projecto, é sem dúvida um
desafio duplo pois existem dois aspectos
fundamentais: o profissional e o sentimental. Assim a minha
motivação e a minha vontade de trabalhar é em duplicado.
As expectativas para o resto da época na equipa sénior do CH Carvalhos, é tentar pontuar o maior número de vezes no resto desta primeira fase, para enfrentarmos a segunda fase com a esperança de lutar pela manutenção na 1ª Divisão, e este objectivo, julgo ser possível, pelo crer deste grupo e o carisma deste Clube.
Já no que diz respeito à equipa de iniciados, penso ser possível realizar um trabalho de futuro, pois este escalão é constituído por atletas com uma margem de progressão muito elevada, mas não podemos querer queimar etapas para não perdermos potenciais jogadores de hóquei em patins na sua plenitude, tanto nos aspectos técnicos, tácticos e sócio-afectivos.
Relativamente às minhas ambições, são o melhorar dia a dia como profissional e sentir-me realizado pelo que faço e com quem faço.
Aproveitando esta oportunidade desta entrevista, desde já gostaria de desejar um ano de 2009 com muitas alegrias desportivas a todos os adeptos e muita saúde.


